
Armoracia (por vezes designada como armorácia) é o género botânico a que pertence a raiz-forte, espécie representativa do género e que é também conhecida pelo nome de rábano-bastardo, rábano-de-cavalo, rábano-picante, rábano-rústico, rábano-silvestre, rábano-silvestre-maior, rabão-silvestre, rabão-rústico, rabiça-brava, rabo-de-cavalo ou saramago-maior, cujo nome científico é Armoracia rusticana (ou Cochlearia armoracia, Armoracia lapathifolia, Nasturtium armoracia, Radicula armoracia ou Rorippa armoracia). É uma planta perene, herbácea, da família das Brassicaceae (a que também pertence o nabo, a couve e a mostarda). As folhas radicais (junto à raiz) são grandes e oblongas. As folhas caulinares são lanceoladas. Tem flores brancas, com quatro pétalas inteiras. O fruto é uma silíqua pequena, de cerca de 4 mm de comprimento.
Segundo alguns autores, é nativa do norte temperado da Europa. Segundo outros, do Sudoeste da Ásia. Cresce até 1,5 metros de altura. As suas raízes, tuberculosas e pontiagudas, são apreciadas como condimento picante e são ricas em vitamina C, mas as folhas também são comestíveis. Algumas comunidades judaicas utilizam-na ou utilizaram-na como "erva-amarga" durante a comemoração do Pessach. É também utilizado na preparação de molhos para acompanhar carne guisada, salsichas ou peixe fumado. É usado como sucedâneo do wasabi - sendo, para esse efeito, tingido com corante alimentar verde.
A raiz, por si mesma, não tem grande sabor, contudo, quando é cortada ou ralada, algumas enzimas das células danificadas da planta desdobram sinigrina, por hidrólise, de forma a produzir alil-isotiocianato (ou óleo de mostarda) - irritante para os seios da face e para os olhos. Quando se rala a raiz-forte, esta deve ser usada imediatamente ou misturada com vinagre, já que a raiz, exposta ao ar e ao calor, escurece e perde o sabor, tornando-se asperamente amarga.
Em Portugal é cultivada na região de Vila Nova de Milfontes, mas é amplamente utilizada no resto do mundo. Acredita-se que cerca de dois terços da produção mundial desta planta seja produzida na pequena região de Collinsville, no Illinois, Estados Unidos da América, que se auto-intitula "Capital Mundial da Raiz-forte", até porque se exporta daí, como produto de luxo, até para locais onde o consumo da planta é mais habitual.
A raiz-forte contém potássio, cálcio, magnésio e fósforo, bem como óleos voláteis, como o óleo de mostarda, que tem propriedades antibióticas. Fresca, a planta tem 177,9 mg/100 g de vitamina C. A enzima peroxidase, encontrada na planta, é muito usada em biologia molecular, por exemplo, para a detecção da ligação de um antígeno a um anticorpos.
História
A planta é cultivada desde a antiguidade. Catão discute a planta nos seus tratados sobre agricultura. Um mural em Pompeia, onde a planta está representada, sobreviveu até à actualidade. É, provavelmente, a planta que Plínio, o Velho menciona na sua Naturalis Historia, sob o nome de Armoracia, onde a recomenda pelas suas qualidades medicinais. É provável, também, que seja o rabanete silvestre referido pelos antigos gregos como raphanos agrios.
Tanto as raízes como as folhas foram usadas em todo o mundo com intuitos medicinais durante a Idade Média, e como condimento, principalmente na Dinamarca e Alemanha. Antes do uso generalizado da pimenta e do piri-piri, a raiz-forte e a mostarda eram as únicas especiarias picantes utilizadas na Europa..
William Turner menciona a planta como Red Cole no seu "Herbal" (1551-1568), mas não a refere como condimento. No "The Herball, or Generall Historie of Plantes" (1597), John Gerard descreve-a sob a designação de raphanus rusticanus, já que a planta é espontânea em diversas partes de Inglaterra. Depois de indicar as suas propriedades medicinais, este autor refere que os alemães a usavam, juntamente com vinagre, para acompanhar peixe, tal como os ingleses usavam a mostarda.
É também ainda muito usado na culinária judaica, num molho agridoce, designado como chrain, que acompanha o gefilte fish. Existem duas variedades de chrain— chrain vermelho e chrain branco, isto é, misturado, ou não, com beterraba vermelha.
A raiz-forte é comumente usada fabricação preparação do falso wasabi, mesmo no Japão.
Armoracia (for times assigned as armorácia) is género botanical the one that belong the root-fort, representative species of género and that also it is known by the name of horseradish-bastard, horseradish-spiced, horseradish-rustic, horseradish-Sylvester, horseradish-Sylvester-greater, rabão-Sylvester, rabão-rustic, rabiça-brave horseradish-of-horse, tail-of-horse or saramago-greater, whose scientific name is rusticana Armoracia (or armoracia Cochlearia, lapathifolia Armoracia, armoracia Nasturtium, armoracia Radicula or armoracia Rorippa). It is a perennial, herbaceous plant, of the family of the Brassicaceae (the one that also belongs the turnip, the borecole and the mustard). The radical leves (next to the root) are great and oblong. The leves caulinares are lanceoladas. It has white flowers, with four entire petals. The fruit is one silíqua small, of about 4 mm of length. According to some authors, she is native of the tempering north of the Europe. According to others, southwestern of Asia. It grows up to 1,5 meters of height. Its roots, tuberculosas and pontiagudas, are appreciated as spiced condiment and are rich in vitamin C, but the leves also are eatable. Some Jewish communities use it or had used it as " grass-amarga" during the commemoration of the Pessach. Also it is used in the preparation of gravies to follow stewed meat, sausages or smoked fish. He is used as sucedâneo of wasabi - being, for this effect, dyed with green alimentary corante. The root, for same itself, does not have great flavor, however, when it is cut or ralada, some enzymes of the damaged cells of the plant unfold sinigrina, for hydrolysis, of form to produce alil-isotiocianato (or oil of mustard) - irritating for the seios of the face and the eyes. When if thin the root-fort, this must roughly used or immediately be mixed vinegar, since the root, displayed to air and the heat, darkens and loses the flavor, becoming bitter. In Portugal it is cultivated in the region of New Village of Milfontes, but widely it is used in the remaining portion of the world. One gives credit that about two terços of the world-wide production of this plant it is produced in the small region of Collinsville, in the Illinois, United States of America, that if auto-intitles " World-wide capital of Root; , even because it is exported from there, as luxury product, even for places where the consumption of the plant is more habitual. The root-fort contains potassium, calcium, magnesium and match, as well as volatile oils, as the mustard oil, that has antibióticas properties. Cool, the plant has 177,9 mg/100 g of vitamin C. the enzyme peroxidase, found in the plant, is very used in molecular biology, for example, for the detention of the linking of an antigen to antibodies. History The plant is cultivated since the antiquity. Catão argues the plant in its treated ones on agriculture. A mural in Pompeia, where the plant is represented, survived until a actualidade. It is, probably, the plant that Pliny, the Old one mentions in its Naturalis History, under the name of Armoracia, he recommends where it for its medicinal qualities. It is probable, also, that it is the wild radish related by the old Greeks as raphanos agrios. As much the roots as leves had been used in the whole world with medicinal intentions during the Average Age, and as condiment, mainly in the Denmark and Germany. Before the generalized use of the pepper and piri-piri, the root-fort and the mustard were the only used spiced spices in the Europe. William Turner mentions the plant as Red Cole in its " Herbal" (1551-1568), but it does not relate it as condiment. In " The Herball, or Generall Historie of Plantes" (1597), John Gerard describes it under the assignment of raphanus rusticanus, since the plant is spontaneous in diverse parts of England. After indicating its medicinal properties, this author relates together that they used it to the Germans, with vinegar, to follow fish, as the English used the mustard. He is also still very used in the Jewish culinária, in a gravy bittersweet, assigned as chrain, that he folloies gefilte fish. Chrain red and chrain exist two varieties of chrain- white, that is, mixed, or not, with red beetroot. The root-fort is comumente used manufacture preparation of false wasabi, exactly in Japan.
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