sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Jabuticaba



A jabuticaba, jaboticaba ou jabuticabeira - Myrcia cauliflora Berg.; ou Myrciaria cauliflora (Mart.) O. Berg. ou Plinia trunciflora; Myrtaceae - é uma árvore frutífera brasileira nativa da Mata Atlântica, principalmente da mata pluvial e das submatas de altitude. Teve sua origem na Mata Atlântica, e encontrada com mais frequência no estado de Minas Gerais, no Brasil.

Ocorre desde Mato Grosso do Sul e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. É também conhecida pela designação de fruita.

Seus frutos pequenos, de casca negra e polpa branca aderida à única semente, crescem no tronco e ramos, dando uma característica peculiar à árvore. Além de consumidos in natura, deles se faz licor, geléia e aguardente. É por isso muito cultivada em pomares domésticos. Floresce duas vezes por ano.

Ornamental, a planta se presta ao paisagismo, além de atrair a avifauna.

A árvore, de até 15 m de altura, tem tronco claro, liso, e folhas simples.

A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários, como medicinais. Entre estes é mencionada a decocção da casca, como remédio para a asma. Por sua semelhança à uva, muitos produtos, como o vinho, suco, geléia, licor e vinagre podem ser feitos com a jabuticaba.

A principal espécie de jabuticabeira é Myrciaria jaboticaba (Vell.) Berg, conhecida como Sabará. Mas outras espécies, como a Myrciaria cauliflora (DC.) Berg. ou jabuticaba Paulista, Assú ou Ponhema, conhecida no Estado de São Paulo.

Cultivo em pequena escala

O cultivo de enxertos é mais simples que desde a semente. Plantas enxertadas requerem manutenção cuidadosa. É preciso manter a terra sempre úmida, regar constantemente e podar os ramos baixos. Entre-safras é necessário escovar o tronco e os galhos para retirar cascas e resíduos das frutas e/ou flores antigas. Para manter úmido, uma boa dica é colocar uma garrafa grande com um furo na base cheia de água ao lado do tronco. Porém regas constantes são indispensáveis para uma boa colheita. Para colher, espere os frutos estarem bem maduros, bem pretos e brilhantes. Quanto mais maduros, mais doces serão os frutos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Urso-polar


quero e ter um desse dentro de casa kkk , nem da !!! :(


O urso-polar (Ursus maritimus), também conhecido como urso-branco, é um mamífero membro da família dos Ursídeos, típico e nativo da região do Ártico e atualmente um dos maiores carnívoros terrestres conhecidos. Dentre todos os ursos, este é o que mais se alimenta de carne.

Fáceis de tratar, são um dos animais mais populares nos jardins zoológicos. O rei Ptolomeu II do Egito (285-246 a.C.) tinha um exemplar em seu zoológico, em Alexandria. O primeiro zoológico americano, inaugurado na Filadélfia em 1859 tinha um urso-polar como uma de suas atrações.

Classificação

Phipps (1774) foi o primeiro a descrever este animal como sendo uma espécie distinta: Thalarctos maritimus (Phipps, 1774). Outros nomes genéricos foram depois propostos tais como Thalassarctos, Thalarctos e também Thalatarctos. Tendo como base factos relativos ao cruzamento de ursos-pardos com ursos-polares, em jardins zoológicos, foi estabelecido o nome Ursus (Thalarctos) maritimus para esta espécie. Mais tarde, devido a interpretações paleontológicas e evolutivas, foi proposto por Kurtén (1964), a integração de Phipps (1774), como a autoridade da espécie. Finalmente, o nome Ursus maritimus passou a ser utilizado até aos nossos dias, devido a promoção feita por Harrington (1966), Manning (1971) e Wilson (1976) [1].

Acredita-se que os procionídeos e os ursídeos se ramificaram há cerca de 30 milhões de anos. O urso-de-óculos formou um ramo a parte em torno de 13 milhões de anos atrás. As seis espécies atuais do gênero Ursus se originaram há estimados 6 milhões de anos. O urso-pardo e o urso-polar divergiram de um ancestral comum há cerca de 2 milhões de anos e o cruzamento entre as duas espécies gera descendentes férteis. A perda de dentes molares típicos do urso-pardo se deu há 10 ou 20 mil anos. O fato de gerar híbridos férteis pode levar à conclusão que o urso-polar é uma subespécie do urso-pardo.

A maioria dos cientistas não reconhece subespécies de urso-polar [2]. O IUCN/SSC Polar Bear Specialist Group (PBSG) contabiliza 20 grupos populacionais, enquanto outros cientistas apontam os seis grupos abaixo:

Mar de Chukchi, Ilha de Wrangel Island e Alaska ocidental.
Mar de Beaufort
Arquipélago Ártico Canadense
Groenlândia
Terra de Spitzbergen-Franz Josef
Sibéria
Algumas fontes citam estas duas subespécies:

Ursus maritimus maritimus
Ursus maritimus marinus
↑ IUCN Red List of Threatened Species
↑ (em inglês) Wildfacts - Polar bear, BBC - acedido a 14 de Outubro de 2006

Aparência

Os machos desta espécie têm cerca de 620 kg, mas podem atingir 850 kg e medem até 2,60 m. As fêmeas são em média bem menores, com 200 a 300 kg de massa e 2,10 m de comprimento. Ao nascer o filhote tem 0,6 a 0,7 kg. A camada de gordura subcutânea pode chegar a uma espessura de 15 cm.

Todo o seu corpo é adaptado para melhor desempenho na água e para o frio. Tanto as orelhas quantos os olhos são pequenos e arredondados. As patas dianteiras são largas para facilitar o nado e o mergulho e as patas posteriores têm 5 dedos. O crânio e o pescoço são alongados. Não há boça sobre os ombros. Todas essas adaptações proporcionam-lhes um maior hidrodinamismo que facilita a natação. A pele e o focinho são pretos. As solas dos pés têm papilas e vacúolos que auxiliam a caminhada sobre o gelo.

A pelagem dos ursos-polares é branca e cobre todo o corpo, inclusive a planta das patas, como isolamento do frio. É composta por uma densa camada de subpelo (cerca de 5 cm de comprimento) e uma camada de pêlos externos (15 cm). O fio individual é trasparente e oco, mas não apresenta propriedades de fibra óptica, como afirma uma lenda urbana. No verão a pelagem se torna amarelada, talvez devido à oxidação produzida pelo sol. Ao contrário dos demais mamíferos árticos, os ursos-polares não sofrem processo de muda sazonal. Os pêlos nas solas das patas são duros e proporcionam excelente isolamento térmico e tração sobre a neve. O isolamento térmico proporcionado pela pelagem geral é tão eficiente que torna o animal praticamente invisível a detectores infravermelhos. Acima de 10°C, contudo, isto pode levar ao sobre-aquecimento do animal. Outra característica de sua pelagem é não refletir a luz ultravioleta.

Alguns animais cativos, expostos a climas quentes e úmidos, desenvolvem uma cor verde graças a algas que crescem em seus pêlos ocos. Tais algas não são nocivas ao animal e são eliminadas com banhos de água oxigenada ou sal.

Distribuição

O urso-polar é um animal do hemisfério norte que habita o círculo polar ártico. Ele pode ser encontrado no Alasca, no Canadá, na Groenlândia, na Rússia e no arquipélago norueguês de Svalbard. O habitat natural do animal é a camada fina de gelo, onde lhe é possível caçar focas. Ele é perfeitamente apto à vida no gelo, sendo encontrado durante o inverno nos mares congelados de Chukchi e Beaufort ao norte do Alasca, mares Siberiano Oriental, de Laptev e de Kara na Rússia e no mar de Barents ao norte da Europa. São comuns também na porção norte do mar da Groenlândia, na baía de Baffin e em todo o arquipélago Ártico Canadense. Apesar de seus números diminuírem a partir do paralelo 88°, os ursos-polares podem ser encontrados virtualmente em todo o Ártico.

Hábitos

Esta espécie concentra-se junto à costa uma vez que depende das águas para encontrar as suas presas. Os ursos-polares são excelentes nadadores e podem percorrer até 80 km sem descanso. Alguns animais migram desta forma do Norte para o Sul seguindo as margens das geleiras mas podem deslocar-se também por terra firme. O urso-polar é um animal de hábitos diurnos e caráter solitário, que não forma outros laços familiares que não entre fêmeas e suas crias.

Os machos adultos, como todos os outros ursos, podem atacar e matar filhotes. As fêmeas os defendem mesmo um macho medindo em média o dobro de seu tamanho. Aos seis meses de idade, um filhote é capaz de fugir correndo de um adulto.

Os territórios, muitas vezes enormes, não são defendidos. Apesar de não serem sociais, os ursos são capazes, contudo, de dividir uma carcaça de baleia sem maiores conflitos.

Devido à abundância de comida mesmo durante o inverno, o urso-polar não hiberna no sentido estrito da palavra. Ele entra em um estado de dormência, no qual sua temperatura corpórea não cai, passando a subsistir de suas reservas de gordura corporal.

Os ursos-polares são animais muito preocupados com a própria higiene. Após cada refeição, eles dedicam cerca de 15 minutos para eliminar a sujeira. Para se limpar eles usam as patas, a língua, água ou neve. Isto se deve ao fato de que a sujeira interfere com a capacidade de isolamento térmico da pelagem.

Reprodução

Os ursos-polares acasalam entre os meses de março e junho, com implantação diferida dos óvulos fecundados, de modo que o período de gestação se torna muito longo, entre 200 a 265 dias, variando de acordo com as condições ambientais.

As crias nascem entre novembro e janeiro, no abrigo invernal construído pela fêmea, e não se separam da mãe até completarem dois anos de idade. Nascem cegas e pesando muito pouco em relação ao peso adulto, sendo um dos filhotes menos desenvolvidos dos mamíferos eutérios.

As fêmeas têm quatro mamas funcionais ao passo que as outras ursas apresentam seis. Podem gerar até quatro filhotes por gestação, ainda que a média seja de duas crias.

As fêmeas estão aptas à reprodução uma vez a cada três anos, sendo um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva. É esperado que a ursa-polar tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.

Atingem a maturidade sexual entre os 4 e 6 anos e em condições naturais, vivem em média de 15 a 18 anos. Alguns animais selvagens marcados tinham um pouco mais de 30 anos. Um espécime do zôo de Londres morreu aos 41 anos.

Dieta

De todos os ursos, o urso-polar é o que mais restritamente carnívoro. A dentição lembra mais a de carnívoros aquáticos do que outros ursos. Sua principal presa é a foca (em especial a foca-anelada), a qual tenta capturar quando estas emergem em buracos no gelo para respirar. Sua taxa de sucesso, contudo, é baixa. Só 5% das tentativas são exitosas. Um urso experiente captura uma foca a cada cinco dias, o que lhe proporciona energia suficiente por 11 dias. Além do método de tocaia, o urso-polar emprega também o método de perseguição para caçar, aproximando muito lentamente da vítima e disparando nos 15 m finais, a uma velocidade de até 55 km/h.

Alimenta-se também de aves, roedores, moluscos, caranguejos, morsas e belugas. Ocasionalmente caça bois-almiscarados e até mesmo, ainda que raro, outro urso-polar.

Oportunista, a espécie pode comer carniça (como baleias encalhadas) e materia vegetal, como raízes e bagas no final do verão. No depósito de lixo em Churchill, Manitoba, foram observados comendo, entre outras coisas, graxa e óleo de motor.

O urso-polar é um nadador e um corredor capaz, o que o torna um caçador eficiente tanto na água quanto na terra firme.

Esta espécie é extremamente perigosa para o homem, que encara como presa, especialmente se não houver abundância dos seus alimentos habituais. Na Ilha de Baffin, por exemplo, os geólogos fazem trabalho de campo armados de caçadeiras como medida de protecção contra os ursos-polares.

Ao contrário da crença disseminada, nunca foi observado que o urso-polar, em busca da camuflagem perfeita, esconda o focinho quando está caçando.

Conservação

O urso-polar é citado pela CITES sob baixo risco de extinção. Contudo alguns fatores podem mudar esta situação para pior.

O encolhimento das camadas de gelo e o prolongamento do verão vêm obrigando os ursos-polares a buscar comida em lugares habitados, colocando a espécie em conflito com o homem. Em 2005, testemunhas afirmaram ter visto um total de cerca de 40 ursos nadando centenas de quilômetros em busca de alguma camada de gelo flutuante à qual pudessem subir. Viram-se pelo menos quatro corpos de ursos flutuando até 260 km de distância do gelo ou terra firme.


Um urso-polar no zoológico.Os povos indígenas do Ártico caçam o urso por sua gordura e pele. O Canadá permite a estrangeiros caçar, desde que guiados por um inuit em seus trenós de cães. Apesar de florescente no século passado, esse tipo de atividade mostra-se estar em declínio atualmente. O interesse por tapetes de urso diminuiu, assim como seus preços. Uma pele que era vendida por 3.000 dólares atinge hoje o preço máximo de 500 dólares.

Atividades humanas como exploração de gás e petróleo, turismo, pesquisa científica e esportes na neve perturbam o animal em seu ambiente.

Poluição ambiental é outra ameaça. Estando no topo da cadeia alimentar, o urso-polar concentra substâncias tóxicas em seu organismo. A quantidade de metais pesados e hidrocarbonos clorados tem se mostrado em curva ascendente em amostras de tecidos.

Derramamentos de óleo também afetam os ursos-polares. O óleo é altamente tóxico e de lenta decomposição, sendo ingerido pelo animal quando este se alimenta ou executa seu asseio.

A população actual de ursos polares é estimada entre 22 000 e 27 000 indivíduos, 60% dos quais vivendo no Norte do Canadá.

Cultura e religião

Os inuit reverenciam o urso-polar, a quem chamam de nanuk, acreditando que o mesmo se deixa abater pelos caçadores em troca de ferramentas que usaria após a morte. Poeticamente também o chamam de Pihoqahiak, o eterno andarilho.
Os skalds, poetas nórdicos, cunhavam epítetos para os ursos como "o terror da foca", "o matador de baleias" e o "cavaleiro dos icebergs", entre outros.
Os lapões não pronunciam seu nome por medo de ofendê-los. Preferem chamar os ursos de "cachorro de Deus" ou "o velho de manto de pele".
Os Ket da Sibéria reverenciam todos os ursos e os chamam de gyp ou qoi, significando "avô" e "padrasto", respectivamente.
No leste da Gronelândia, ele é chamado de Tornassuk, "o mestre dos espíritos prestativos".
Cultura popular

As campanhas publicitárias de Natal da Coca-Cola apelam para a figura simpática de uma família de ursos-polares.
Matraca Trica e Fofoquinha (Breezly & Sneezly, no original em inglês), respectivamente um urso-polar e um foca, são personagens de desenho animado dos Studios Hanna-Barbera da década de 60.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cavalo



O cavalo (do latim caballu) é um mamífero hipomorfo, da ordem dos ungulados, uma das sete espécies modernas do gênero Equus. Esse grande ungulado é membro da mesma família dos asnos e das zebras, a dos eqüídeos. Todos os sete membros da família dos eqüídeos são do mesmo gênero, Equus, e podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, como as mulas. Os cavalos têm longas patas de um só dedo cada. Os cavalos (Equus caballus) são perfeitamente adaptados a diversos desportos e jogos, como corrida, pólo, provas de ensino ou equitação, ao trabalho e até à equoterapia (recuperação da coordenação motora de certos deficientes físicos).

Esses animais dependem da velocidade para escapar a predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por matriarcas. Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a comunicação com esses animais. Sua longevidade varia de 25 a 30 anos.

O cavalo teve, durante muito, tempo um papel importante no transporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, uma carroça, uma diligência, um bonde, etc.; também nos trabalhos agrícolas, como animal para a arar, etc. assim como comida. Até meados do século XX, exércitos usavam cavalos de forma intensa em guerras: soldados ainda chamam o grupo de máquinas que agora tomou o lugar dos cavalos no campo de batalha de "unidades de cavalaria", algumas vezes mantendo nomes tradicionais (Cavalo de Lord Strathcona, etc.)

Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo, o famoso thoroughbred (puro sangue inglês ou PSI) alcança em média a incrível velocidade de 17 m/s (~60 km/h).

História

Descendente de uma linha evolutiva com cerca de sessenta milhões de anos, numa linhagem que parece ter-se iniciado com o Hyracohteriun - um animal primitivo com cerca de 40 cm de altura. Os antecessores do cavalo, são originários do Norte da América mas extinguiram-se aí por volta do Pleistoceno há cerca de cento e vinte mil anos. Os cavalos selvagens originais eram de constituição mais robusta do que as raças de membros esguios que existem na actualidade.

Há cinqüenta milhões de anos atrás, uma pequena criatura semelhante a uma lebre, possuindo quatro dedos nas patas dianteiras e três em cada pata traseira, corria através de densas e úmidas vegetações rasteiras, alimentando-se de suculentas plantas e pastagens. Pelo fato de poder fugir e esconder-se de seus destruidores, o pequeno mamífero conseguiu prosperar. Esse animal era Eohippus, o antecessor do cavalo moderno.

Poucos animais possuem um registro tão antigo e completo como o cavalo. Através do estudo de sua história, toma-se conhecimento dos efeitos causados pela crescente mudança do meio-ambiente na batalha do animal pela sobrevivência e das adaptações que foram sendo necessárias durante o processo de sua evolução. Com a mudança gradual do clima, a terra se tornou mais seca, e os pântanos foram cedendo lugar a extensas planícies gramadas. De Eohippus, no espaço de vinte milhões de anos aproximadamente, evoluiu Mesohippus, maior e mais musculoso, possuindo três dedos e patas mais longas. Seus dentes, ligeiramente modificados, eram mais adequados para puxar a grama do que para pastar nos arbustos e musgos dos pântanos.

Outros vinte milhões de anos transcorreram, e apareceu Merychippus, no qual apenas o dedo do meio, bem maior, tocava o solo quando o animal corria, sendo que os dedos laterais, assaz reduzidos em tamanho, eram usados somente em terreno molhado e pantanoso. Esse cavalo tinha o porte de um cão, com dentes notavelmente diferentes: mais adequados para triturar a mastigar. A cabeça possuía maior flexibilidade em sua base, sendo proporcionalmente mais longa do que a de seus antecessores, e assim o animal pastava com mais facilidade.

Pliohippus, o primeiro cavalo de um dedo só, apareceu na época pliocênica. Era um animal adaptado para desenvolver maior velocidade em descampados e pradarias, para evitar a captura. Estava-se, então a um passo do surgimento do Equus, o cavalo moderno, cuja estrutura de pata é formada pelos ossos do dedo central e cuja unha alargou-se enormemente, formando o casco. Equus, pequeno, mais robusto e fértil, capaz de suportar os mais rudes climas, prosperou e espalhou-se pelo mundo.

Cavalos, asnos e zebras pertencem à família eqüídea e caracterizam-se por um dedo funcional em cada pata, o que os situa entre os monodáctilos. As outras duas falanges formam a quartela e o osso metatársico, os quais são ligados pelo machinho, junta que possui grande flexibilidade, e à qual se deve a facilidade que apresenta o animal para amortecer o choque com o solo após saltar grandes obstáculos.

O machinho é responsável também pela capacidade do animal de desenvolver grande velocidade sobre terrenos ondulados e, ainda, por sua habilidade em esquivar-se agilmente de obstáculos, voltar-se sobre si mesmo e correr em sentido oposto, em verdadeiras manobras de fuga. O nascimento dos dentes acontece de maneira a permitir que os mesmos possam ser usados, sem que apresentem qualquer problema, desde o nascimento do animal até que este complete oito anos, aproximadamente.

Os cavalos, de maneira geral, são muito semelhantes em sua forma física, possuindo corpos bem proporcionados, ancas possantes e musculosas e pescoços longos que sustentam as cabeças de acentuada forma triangular. As orelhas são pontudas e móveis, alertas ante qualquer som, e a audição é aguçada. Os olhos, situados na parte mais alta da cabeça e bem separados um do outro, permitem uma visão quase circular e as narinas farejam imediatamente qualquer sinal de perigo. O pêlo forma uma crina ao longo do pescoço, possivelmente para proteção. A maioria dos inimigos do animal, membros da família dos felinos, por exemplo, costuma saltar sobre o dorso do cavalo e mordê-lo no pescoço.

Cavalos selvagens foram difundidos na Ásia e Europa em épocas pré-históricas, mas as vastas manadas foram se esgotando através das caçadas e capturas para domesticação. O Tarpan (cavalo selvagem da Tartária) sobreviveu até 1850 na Ucrânia, Polônia e Hungria, países de onde se originou. Acredita-se que seja o antecessor do cavalo Árabe e de outros puros-sangues. Pequeno, tímido e veloz, o Tarpan possuía uma pelagem longa e de tonalidade cinzento-pálida, com uma faixa negra sobre o dorso. A crina era ereta e a cauda coberta por pêlos longos e ásperos. Evoluiu durante a época glacial, quando os cavalos que viviam em florestas foram forçados a se deslocar para o sul, onde, então, cruzaram-se com os animais locais, que viviam em planícies. Desde 1932, esforços têm sido desenvolvidos no sentido de recriar o Tarpan, e vários parques zoológicos já possuem grupos de Tarpans. Os pequenos cavalos representados nas pinturas de cavernas em Lasceaux, França, são, quase certamente, Tarpans.

O Przewalski teve seu nome derivado do explorador russo que descobriu uma imensa tropa dessa raça em 1881. Também conhecido como cavalo-selvagem-da-mongólia, foi quase completamente extinto no fim do século, e os sobreviventes são cuidadosamente conservados cativos e em estado selvagem. O cavalo-de-przewalski é um animal baixo e compacto, de coloração clara como a areia, possuindo uma listra negra sobre o dorso e uma crina negra e ereta. A cauda é negra e coberta por pêlos. Possui também protuberâncias, conhecidas como calosidades, na face interna das pernas. Sendo um animal fértil e de rápido amadurecimento, não deveria ser difícil manter um núcleo saudável de reprodutores para que fossem novamente supridas as áreas nas quais viviam originalmente.

Por volta do ano 2000 a.C., o homem começou a usar o cavalo para propósitos outros além daquele da alimentação, e, devido à sua intervenção no esquema natural das coisas, o processo evolutivo foi acelerado por seleção artificial, dando origem assim à grande diversidade de raças, tamanhos, formas e pelagens, que pode ser apreciada nos tempos atuais.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Graxaim



O graxaim ou sorro (Pseudalopex gymnocercus) é um mamífero carnívoro da família dos canídeos, encontrado nos campos úmidos do Sul do Brasil, no Paraguai, Norte da Argentina e Uruguai (sendo conhecido como zorro de las Pampas nestes três últimos países). Tais animais chegam a medir até 1 metro de comprimento, com pelagem cinza amarelada, o alto da cabeça marrom ferrugíneo, orelhas grandes e focinho afilado. Também são conhecidos pelos nomes de graxaim-do-campo, guaraxaim e sorro.

Seus hábitos são crepusculares e noturnos; sua vida é solitária encontramos aos pares na época de reprodução.
Quando perseguido refugia-se em ocos e buracos de tatu, e pode até se fingir de morto algumas situações.

Essa especie entrou em situação de alerta no estado do paraná, por sua distribuição ser restrita, pela caça dele mesmo como pela caça de sua fonte alimentar, pela destruição de seu habitat, a monocultura como soja e pinus, esta causando a migração para outras áreas desses animais até mesmo a morte por falta de fonte de alimentação, o pisoteio do gado soltos nos campos nativos também um dos grandes destruidores do seu habitat. A sua descrição em santa catrina é limitada, não existem muitos estudos, por ser frequente o seu avistamento em áreas habitadas, foi deixado de lado como abjeto de estudo.


Não deve ser confundido com uma raposa, animal do qual é um parente próximo.

Graxaim or sorro (Pseudalopex gymnocercus) is a carnivorous mammal of the family of the canídeos, found in the humid fields of the South of Brazil, in Paraguay, North of Argentina and Uruguay (being known as zorro of wools Pampas in these three last countries). Such animals arrive to measure up to 1 meter of length, with yellowish gray pelagem, the high one of the ferrugíneo brown head, great ears and well formed snout. Also they are known by the names of graxaim-do-field, guaraxaim and sorro. Its habits are crepuscular and nocturnal; its life is solitary finds at the time to the pairs of reproduction. When pursued it is taken refuge in hollow and armadillo holes, and can until if dissimulating dead some situations. This species entered in situation of alert in the state of the Paraná, for its distribution to be restricted, the hunting of he himself as for the hunting of its alimentary source, for the destruction of its habitat, the cultivation as soy and pinus, this causing the migration for other areas of these animals even though the death due to feeding source, the untied pisoteio of the cattle in native fields also one of the great annihilators of its habitat. Its description in catrina saint is limited, does not exist many studies, by to be frequent its avistamento in inhabited areas, was left of side as abject of study. It does not have to be confused with a fox, animal of which is a next relative.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O elefante branco das seis presas de marfim

Certa vez, a rainha de Videha, na Índia, sonhou com um elefante branco que tinha seis presas de marfim.

Como desejasse as presas, suplicou ao rei que as conseguisse para ela. Embora a tarefa parecesse impossível, o rei, que a amava muito, tudo fez para conseguí-las, inclusive oferecendo recompensas a qualquer caçador que lhe pudesse dizer onde encontrar tal elefante.

Acontece que havia este elefante de seis presas, na montanha do Himalaia, e que estava se preparando para alcançar a iluminação. Esse elefante havia, certa vez, em uma emergência, nessas montanhas, salvado a vida de um caçador que, assim, pode retornar com segurança ao seu país.

Esse caçador, entretanto, cego pela grande recompensa e esquecendo-se da bondade do elefante, voltou às montanhas para matá-lo.

O caçador, sabendo que o elefante estava procurando alcançar o estado de um Buda, disfarçou-se com a roupa de um monge budista e, assim, apanhando o elefante desprevenido, atirou-lhe uma seta envenenada.

O elefante, sabendo que seu fim estava próximo e que o caçador tinha sido vencido pelo desejo mundano da recompensa, dele se compadeceu, abrigando-o entre seus membros, para protegê-lo da fúria de outros vingativos elefantes.

Então, o elefante perguntou ao caçador por que havia cometido tal loucura. O caçador lhe respondeu que foi por causa da recompensa e porque desejava as suas seis presas.

Ato continou, o elefante quebrou as suas presas, batendo-as numa árvore e as ofereceu ao caçador, dizendo : "Com este presente, acabo de completar o meu treinamento para atingir o estado de um Buda e logo estarei entrando no Nirvana. Quando eu me tornar um Buda, renascerei e virei ajudá-lo a se livrar de suas três venenosas setas : da cobiça, do ódio e da estultícia."

Plantas Ornamentais ou Frutiferas

Cuidados gerais no Plantio
• Embalagem:
- Jacazinho de mandeira e sacos de estopa: a retirada não é necessária, principalmente se o torrão estiver bem firme.

- Lata: pode-se retirar apenas o fundo da embalagem se o torrão não estiver bem firme, senão retirá-la inteira.

- Plástico e nylon: devem ser retirados



• Cova:
No momento de executar o plantio, o ideal é fazer uma cova deixando aproximadamente 5 cm de cada lado do torrão da planta e 10 cm no fundo da mesma.



• Pronto-socorro:
No caso da planta murchar ou demonstrar que não vai bem, a melhor saída é retirar todas as folhas.
A planta perde água através das folhas e retira água da terra através das raízes, mas como ela tem poucas raízes nessa fase, acaba ficando desidratada e pode morrer. É por isso que nas épocas secas do ano ou em regiões secas como no nordeste Brasileiro as plantas derrubam sua folhas como auto-defesa.



• Adubação:
Colocar moderadamente o esterco que pode ser de gado, cavalo ou de galinha, até cerca de 20% da quantidade cúbica do torrão da planta.
Na falta pode ser utilizado adubo orgânico (cascas de frutas ou de legumes)



• Água:
Molhar uma vez ao dia sem exageros. Quando não for possível, fazer cobertura usando folhas de grama cortada, folhas de mato. Isso ajuda a manter a umidade.

Espaço entre as plantas
- Frutíferas:
Normalmente, o mínimo que se pode adotar como espaço é a medida relativa à metade da projeção da copa da planta, prevendo o tamanho adulto.

Por exemplo: dois pés de laranja que deverão ter a copa com 5 metros de diâmetro cada um, poderão ser plantados a uma distância mínima de 2,5 metros um do outro em linha e 5 metros em alinhamento do outro, sendo que o ideal seja 5x6 metros.

No caso de pomares caseiros (quintal) deve-se usar a criatividade para distribuição das plantas em função do espaçamento mínimo e favorecendo cantos inapropriados com plantas com copas menores como: pés de acerola, mamão, araçá, cabeludinha, coco da bahia ou trepadeiras, kiwi, maracujá, uvas e outras.



- Ornamentais:
Não existe lógica do ponto de vista estético, deve-se obedecer a preferência de cada um ou ambiente social. No entanto, é importante observar o porte e a necessidade radicular (raízes) de cada planta.
O procedimento vai dar mais vida a ela e evitar problemas como plantar Ficus (raiz agressiva) próximo de encanamentos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Plantae

O Reino Plantae, Metaphyta ou Vegetal é um dos principais grupos em que se divide a vida na Terra (com cerca de 350.000 espécies conhecidas, incluindo uma grande variedade: ervas, árvores, arbustos, plantas microscópicas, etc). São, em geral, organismos autotróficos cujas células incluem um ou mais organelos especializados na produção de material orgânico a partir de material inorgânico e da energia solar: os cloroplastos.

No entanto, o termo planta, ou vegetal, é muito mais difícil de definir do que se poderia pensar. Lineu definiu o seu reino Plantae incluindo todos os tipos de plantas "superiores", as algas e os fungos. Depois de se descobrir que nem todas eram verdes, passou-se a definir planta como qualquer ser vivo sem movimentos voluntários. Aristóteles dividia todos os seres vivos em plantas (sem capacidade motora ou órgãos sensitivos), e em animais - esta definição foi aceite durante muito tempo. No entanto, nem esta definição é muito correcta, uma vez que a sensitiva (Mimosa pudica, uma leguminosa), fecha os seus folíolos ao mínimo toque, entre outras causas, como o fim do dia solar.

Quando se descobriram os primeiros seres vivos unicelulares, eles foram colocados, em termos gerais, entre os protozoários quando tinham movimento próprio. As bactérias e as algas foram colocadas noutras divisões do reino Plantae – no entanto, foi difícil decidir a classificação, por exemplo, de algumas espécies do gênero Euglena, que são verdes e altamente móveis.

A classificação biológica mais moderna – a cladística – procura enfatizar as relações evolutivas entre os organismos: idealmente, um taxon (ou clado) deve ser monofilético, ou seja, todas as espécies incluídas nesse grupo devem ter um antepassado comum.

Pode-se, então, definir o Reino Viridaeplantae ("plantas verdes") ou apenas Plantae como um grupo monofilético de organismos eucarióticos que fotossintetizam usando os tipos de clorofila a e b, presente em cloroplastos (organelos com uma membrana dupla) e armazenam os seus produtos fotossintéticos, tal como o amido. As células destes organismos são, também, revestidas duma parede celular constituída essencialmente por celulose.

De acordo com esta definição, ficam fora do Reino Plantae as algas castanhas, as algas vermelhas e muitos seres autotróficos unicelulares ou coloniais, actualmente agrupados no Reino Protista, assim como as bactérias e os fungos, que constitutem os seus próprios reinos.

Cerca de 300 espécies conhecidas de plantas não realizam a fotossíntese, sendo, pelo contrário parasitas de plantas fotossintéticas.

Evolução e classificação das plantas verdes
A maioria das algas não são mais classificadas como pertencentes ao Reino Plantae[2][3]. As algas compreendem diferentes grupos de organismos que produzem energia através da fotossíntese, cada um dos quais evoluindo independentemente de ancestrais não-fotossintéticos diferentes. As mais conhecidas são as macroalgas, algas multicelulares que podem se assemelhar vagamente a plantas terrestres, mas classificadas como algas verdes, vermelhas e castanhas. Cada um destes grupos inclui também vários organismos microscópicos e unicelulares.

Apenas dois grupos de algas são considerados parentes próximos das plantas terrestres (Embryophyta. O primeiro destes grupos, as Charophyta, deu origem às plantas terrestres[4][5][6]. O grupo irmão do conjunto das carófitas e embriófitas, é o outro conjunto de algas verdes, as Chlorophyta, e este grupo mais extenso é colectivamente designado por plantas verdes ou Viridiplantae. O Reino Plantae é considerado como sinónimo deste grupo monofilético. Com algumas excepções entre as algas verdes, todas as formas possuem paredes celulares contendo celulose, possuem cloroplastos contendo clorofila "a" e "b" e e armazenam alimento na forma de amido. Efectuam mitose de forma fechada, sem centríolos e as suas mitocôndrias possuem cristas tipicamente achatadas.

O cloroplasto das algas verdes está rodeado por duas membranas, sugerindo que teve a sua origem por endossimbiose directa de cianobactérias. O mesmo é verdadeiro para dois grupos adicionais de algas: Rhodophyta (algas vermelhas) e Glaucophyta. Pensa-se que estes três grupos têm uma origem comum, por isso são classificados juntos no taxon Archaeplastida. Por outro lado, a maioria das outras algas (Heterokontophyta, Haptophyta, dinoflagelados e Euglenophyta), possuem cloroplastos com três ou quatro membranas envolventes. Não são parentes próximos das plantas verdes e provavelmente adquiriram os cloroplastos indirectamente através da ingestão ou simbiose com algas verdes ou vermelhas.

Muitas algas mostram alternância de gerações, entre uma forma que se reproduz de forma assexuada – o esporófito – e uma forma sexuada, o gametófito.


AntócerosDurante o Paleozóico, começaram a aparecer em terra firme plantas complexas, multicelulares, os embriófitos (Embryophyta), nas quais o gametófito e o esporófito se apresentavam de forma radicalmente diferente das algas, o que está relacionado com a adaptação a ambientes secos (já que os gâmetas masculinos estavam antes dependentes de meios húmidos para se moverem). Nas primeiras formas destas plantas, o esporófito mantinha-se reduzido e dependente da forma parental durante a sua curta vida. Os embriófitos actuais, que têm este tipo de organização, incluem a maior parte das plantas que geralmente evocamos. São as chamadas plantas vasculares, com sistemas completos de raiz, caule e folhas, ainda que incluam algumas espécies de briófitas (das quais o musgo será talvez o tipo mais conhecido). Outros autores, contudo, definem os embriófitos como sendo todas as plantas terrestres, incluindo, de acordo com esta definição, a divisão 'Hepaticophyta (ou Marchantiomorpha, segundo uma classificação anterior), as hepáticas; a divisão Anthocerophyta, antóceros e a divisão Bryophyta, os musgos.


MusgoAs briófitas confinam-se a ambientes húmidos – é a água que faz a dispersão dos esporos - e mantêm-se pequenas durante todo o seu ciclo de vida caracterizado pela alternância de duas gerações: um estádio haplóide (o gametófito) e um estádio diplóide (esporófito). Este último é de curta duração e está dependente do gametófito.

No período Silúrico apareceram novos embriófitos, as plantas vasculares, com adaptações que lhes permitiam estar menos dependentes da água. Estas plantas tiveram uma radiação adaptativa maciça durante o Devónico e começaram a colonizar a terra firme. Entre essas adaptações podemos referir uma cutícula resistente à dessecação e tecidos vasculares por onde circula a água – por isso são chamados plantas vasculares ou Tracheophyta.


Samambaia, tipo de fetoEm muitas destas plantas , o esporófito funciona como um indivíduo independente, enquanto que o gametófito se tornou muito reduzido. Entre as plantas vasculares são reconhecidos dois grupos distintos:

as "Pteridófitas" - plantas em que o gametófito é um organismo independente, como as samambaias e a cavalinha; e
as "Espermatófitas" - as plantas que se reproduzem por semente, ainda ligadas ao esporófito, ou seja, em que o gametófito é "parasita" do esporófito.
O grupo das Pteridófitas pode dividir-se da seguinte forma:

Divisão Lycopodiophyta (ou Lycopsida), licopodíneas.
Divisão Equisetophyta (ou Equisetopsida), cavalinhas
Divisão Pteridophyta (ou Filicopsida), fetos ou samambaias
Psilotophyta, Psilotales,
Ophioglossophyta (Ophioglossales), língua-de-cobra, lunária e o género Botrypus.
Marattiopsida
Leptosporangiatae ou fetos "verdadeiros"

Cycas revolutaAs espermatófitas ou plantas com sementes são um grupo de plantas vasculares que se diversificou no final do Paleozóico. Nestas formas, o gametófito está reduzido aos órgãos sexuais e o esporófito começa a sua vida como uma semente, que se desenvolve ainda dependente da planta-mãe. Os grupos actuais de espermatófitos incluem as seguintes divisões:

Divisão Cycadophyta (Cicadáceas, como o Encephalarthos)
Divisão Ginkgophyta (o Ginkgo, árvore "sagrada" dos japoneses)
Divisão Pinophyta (ou Coniferophyta, os pinheiros)
Divisão Gnetophyta (que inclui a Welwitschia e as Efedras)
Divisão Magnoliophyta (ou Anthophyta, as plantas com flores.
Uma classificação ainda usada para estes grupos de plantas usa os seguintes termos:

Gimnospérmicas, ou plantas com sementes nuas, que incluem as quatro primeiras divisões do grupo acima, e
Angiospérmicas para as plantas com flores.
As angiospérmicas foram as últimas plantas a aparecer, durante o Jurássico, mas tiveram o seu maior período de propagação no Cretácico, sendo, actualmente, plantas predominantes em muitos ecossistemas.


[editar] Diversidade
Existem cerca de 350.000 espécies de plantas, definidas como plantas com semente, briófitas, fetos e seus semelhantes. Por volta de 2004, cerca de 287.655 espécies tinham sido identificadas, das quais 258.650 são plantas com flor, 16.000 briófitas, 11.000 fetos e 8.000 algas verdes.

Diversidade das divisões de plantas existentes Grupo Divisão Nome comum No. de espécies vivas
Algas verdes Chlorophyta algas verdes (clorófitas) 3,800 [7]
Charophyta algas verdes (desmídeas & carófitas) 4,000 - 6,000 [8]
Briófitas Marchantiophyta hepáticas 6,000 - 8,000 [9]
Anthocerotophyta antocerotas 100 - 200 [10]
Bryophyta musgos 12,000 [11]
Pteridófitas Lycopodiophyta selaginelas 1,200 [3]
Pteridophyta fetos e cavalinhas 11,000 [3]
plantas com sementes Cycadophyta cicas 160 [12]
Ginkgophyta ginkgo 1 [13]
Pinophyta coníferas 630 [3]
Gnetophyta gnetófitas 70 [3]
Magnoliophyta plantas com flor 258,650 [14]




Um estranho exemplar de Juniperus phoenicea
Inflorescência de uma Asteraceae, uma das mais evoluidas
[editar] Filogenia das Plantas
Abaixo situa-se uma proposta de árvore filogenética para o o reino Plantae, segundo Kenrick e Crane em 1997[15], com as alterações introduzidas para as Pteridophyta por Smith et al. em 2006[16]. As Prasinophyceae podem corresponder a um grupo basal parafilético a todas as algas verdes.



Prasinophyceae




Streptobionta
Embryophyta
Stomatophyta
Polysporangiophyta
Tracheophyta Eutracheophytes Euphyllophytina Lignophytia
Spermatophyta (plantas com semente)




Progymnospermophyta †






Pteridophyta

Pteridopsida (fetos verdadeiros)




Marattiopsida




Equisetopsida (cavalinhas)




Psilotopsida




Cladoxylopsida †












Lycophytina
Lycopodiophyta




Zosterophyllophyta †










Rhyniophyta †










Aglaophyton †




Horneophytopsida †










Bryophyta (musgos)




Anthocerotophyta (antocerotas)










Marchantiophyta (hepáticas)










Charophyta










Chlorophyta

Trebouxiophyceae (Pleurastrophyceae)




Chlorophyceae







Ulvophyceae

















[editar] Reprodução das plantas
As plantas podem reproduzir-se assexuadamente (agâmica) ou sexuadamente (gâmica); a reprodução assexuada geralmente é mais rápida e mais simples que a reprodução sexuada. Poderá ser feita por um único organismo do qual separam-se células ou partes que darão origem a um novo indivíduo. Não há recombinação genética, e portanto os descendentes são geneticamente iguais aos "pais". Já a reprodução assexuada pode ocorrer de várias maneiras: brotamento, estaquia, gemulação e esporulação. Na esporulação podem se formar células especiais os esporos que podem ser aplanósporos (sem mobilidade) ou zoósporos (móveis) com dois ou mais flagelos.

Ver artigo principal: Classificação das Plantas

[editar] Nutrição nas plantas
Ver artigo principal: Nutrição nas plantas
O reino Plantae tal como alguns ou mesmo a maior parte dos seres vivos incluídos nos reinos Monera e Protista produzem o seu próprio alimento através de autotrofia (são autotróficas), mas têm necessidades específicas de determinados sais minerais, presentes no solo, dissolvidos na água e que formarão a seiva bruta, depois da absorção nos pêlos radiculares.


[editar] Biologia celular vegetal
Ver artigo principal: Célula vegetal

[editar] Ecologia vegetal
As plantas são o elo produtor de matéria orgânica da cadeia alimentar nos meios marinho, aquático e terrestre. São, portanto, o primeiro elo da cadeia, que sustenta todos os elos subseqüentes. Além de fornecer alimento a animais, fungos, bactérias e protistas, as plantas também fornecem abrigo a estes seres e a seus ovos e filhotes.

No entanto, a predação não é a única relação ecológica a que as plantas estão submetidas, existindo também relações benéficas, como as observadas entre plantas e polinizadores. Em algumas espécies, existem associações com certos insetos, como formigas, que recebem abrigo ou alimento da planta, protegendo-a, em troca, contra predadores.

Há mesmo plantas que dependem de outras plantas. Algumas famílias botânicas, constituídas por plantas parasitas, dependem da seiva de outras espécies para obter nutrientes. Existem também milhares de espécies epífitas que dependem de plantas maiores para se alojar, normalmente não causando qualquer dano ao hospedeiro.

The Kingdom Plantae, Metaphyta or Vegetal is one of the main groups where if it divides the life in the Land (with about 350.000 known species, including a great variety: grass, trees, shrubs, microscopical plants, etc). They are, in general, specialized organelos autotróficos organisms whose cells include one or in the production of organic material from inorgânico material and the solar energy: the cloroplastos. However, the term plants, or vegetable, is much more difficult to define of what if it could think. Lineu defined its Plantae kingdom including all the types of plants " superiores" , the seaweed and the fungos. After if discovering that nor all they were green, was transferred to define it plant as any alive being without voluntary movements. Aristotle divided all the beings livings creature in plants (without motor capacity or sensitive agencies), and in animals - this definition was acceptance during much time. However, nor this definition is very correcta, a time that the sensitive one (pudica Mimosa, a leguminosa), closes its folíolos to the minimum touch, among others causes, as the end of the solar day. When the first beings had been uncovered unicellular livings creature, them had been placed, in general terms, enter the protozoários when they had proper movement. The bacteria and the seaweed had been placed in other divisions of the Plantae kingdom - however, were difficult to decide the classification, for example, of some species of the Euglena sort, that are green and highly mobile. The more modern biological classification - the cladística - looks for to emphasize the evolutivas relations between the organisms: ideally, one taxon (or clado) must be monofilético, that is, all the enclosed species in this group must have a common ancestor. The Viridaeplantae Kingdom can, then, be defined (" plants verdes") or only Plantae as a monofilético group of eucarióticos organisms that fotossintetizam using the types of clorofila and the b, gift in cloroplastos (organelos with a double membrane) and store its fotossintéticos products, as the starch. The cells of these organisms are, also, coated of a cellular wall consisting essentially by cellulose. In accordance with this definition, is outside of the Plantae Kingdom the chestnut seaweed, the red seaweed and many unicellular or colonial autotróficos beings, currently grouped in the Protista Kingdom, as well as the bacteria and the fungos, that constitutem its proper kingdoms. About 300 known species of plants they do not carry through the photosyntheses, being, for the opposite parasites of fotossintéticas plants. Evolution and classification of the green plants The majority of the seaweed more] is not classified as pertaining to the Plantae Kingdom [2 [3]. The seaweed understands different groups of organisms that produce energy through the photosyntheses, each one of which evolving independently of ancestral different não-fotossintéticos. The most known they are the macroseaweed, multicellular seaweed that can resemble the plants terrestrial, but classified vacant as green, red and chestnut seaweed. Each one of these groups also includes some microscopical and unicellular organisms. But two groups of seaweed are considered relatives next to the terrestrial plants (Embryophyta. The first one of these groups, the Charophyta, gave to origin to 6 5 4 the terrestrial plants [] [] []. The group brother of the set of the carófitas and embriófitas, is the other set of green seaweed, the Chlorophyta, and this more extensive group collective is assigned by green plants or Viridiplantae. The Plantae Kingdom is considered as sinónimo of this monofilético group. With some exceptions between the green seaweed, all the forms possess cellular walls contend cellulose, possess cloroplastos contend clorofila " a" e " b" e and stores food in the starch form. Efectuam mitose of closed form, without centríolos and its mitocôndrias typically possesss flattened Christians. Cloroplasto of the green seaweed is encircled by two membranes, suggesting that directa of cianobactérias had its origin for endossimbiose. The same he is true for two groups you add of seaweed: Rhodophyta (red seaweed) and Glaucophyta. It is thought that these three groups have a common origin, therefore are classified together in taxon Archaeplastida. On the other hand, the majority of the other seaweed (Heterokontophyta, Haptophyta, dinoflagelados and Euglenophyta), possesss cloroplastos with three or four involving membranes. They are not relatives next to the green plants and probably they had acquired the cloroplastos indirectamente through the ingestion or symbiosis with green or red seaweed. Many seaweed shows alternation of generations, between a form that if reproduces of assexuada form - the esporófito - and a sexuada form, the gametófito. AntócerosDurante the Paleozóico, had started to appear in firm land complex, multicellular plants, the embriófitos (Embryophyta), in which the gametófito and the esporófito if presented of radically different form of the seaweed, what it is related with the adaptation surrounding the dry ones (since gâmetas masculine was before dependents of wet ways to be moved). In the first forms of these plants, the esporófito was remained reduced and dependent of the parental form during its short life. The actuais embriófitos, that have this type of organization, include most of the plants that generally we evoke. They are the calls vascular plants, with complete systems of root, caule and leves, despite they include some species of briófitas (of which moss will be perhaps the known type more). Other authors, however, define the embriófitos as being all the terrestrial plants, including, in accordance with this definition, the division ' Hepaticophyta (or Marchantiomorpha, according to a previous classification), the hepáticas; the Anthocerophyta division, antóceros and the Bryophyta division, mosses. MusgoAs briófitas confines it surrounding wet - it is the water that makes the dispersion of the esporos - and are remained all small during its cycle of life characterized for the alternation of two generations: a stadium haplóide (the gametófito) and a stadium diplóide (esporófito). This last one is of short duration and is dependent of the gametófito. In the Silúrico period they had appeared new embriófitos, the vascular plants, with adaptations that allowed them to be less dependents of the water. These plants had had a massive adaptativa radiation during the Devónico and had started to colonize the firm land. Cutícula enters these adaptations can relate to one to the dessecação and vascular fabrics resistant for where it circulates the water - therefore vascular plants or Tracheophyta are called. Samambaia, type of fetoEm many of these plants, the esporófito functions as an independent individual, whereas the gametófito if became very reduced. Between the vascular plants two distinct groups are recognized: " Pteridófitas" - plants where the gametófito is an independent organism, as the samambaias and cavalinha; e " Espermatófitas" - the plants that if reproduce for seed, still on to the esporófito, that is, where the gametófito is " parasita" of the esporófito. The group of the Pteridófitas can be divided of the following form: Division Lycopodiophyta (or Lycopsida), licopodíneas. Division Equisetophyta (or Equisetopsida), cavalinhas Division Pteridophyta (or Filicopsida), embryos or samambaias Psilotophyta, Psilotales, Ophioglossophyta (Ophioglossales), language-of-charges, lunária and género Botrypus. Marattiopsida Leptosporangiatae or embryos " verdadeiros" Cycas revolutaAs espermatófitas or plants with seeds is a group of vascular plants that if it diversified in the end of the Paleozóico. In these forms, the gametófito is reduced the sexual agencies and the esporófito starts its life as a seed, that if still develops dependent of the plant-mother. The actuais groups of espermatófitos include the following divisions: Cycadophyta division (Cicadáceas, as the Encephalarthos) Division Ginkgophyta (the Ginkgo, tree " sagrada" of the Japanese) Pinophyta division (or Coniferophyta, the pines) Gnetophyta division (that it includes the Welwitschia and the Efedras) Division Magnoliophyta (or Anthophyta, the plants with flowers. A still used classification for these groups of plants uses the following terms: Gimnospérmicas, or plants with naked seeds, that above include the four first divisions of the group, e Angiospérmicas for the plants with flowers. The angiospérmicas had been the last plants to appear, during the Jurássico, but they had had its bigger period of propagation in the Cretácico, being, currently, predominant plants in many ecosystems. [to edit] Diversity They exist about 350.000 species of plants, defined as plants with seed, briófitas, embryos and its fellow creatures. For 2004 return, about 287.655 species they had been identified, of which 258,650 are plants with flower, 16,000 green briófitas, 11,000 embryos and 8,000 seaweed. Diversity of the divisions of existing plants Group Division common Name In. of alive species Green seaweed Chlorophyta green seaweed (clorófitas) 3,800 [7] Charophyta green seaweed (desmídeas & carófitas) 4,000 - 6,000 [8] Briófitas Marchantiophyta hepáticas 6,000 - 8,000 [9] Anthocerotophyta antocerotas 100 - 200 [10] Bryophyta dark-brown 12,000 [11] Pteridófitas Lycopodiophyta selaginelas 1,200 [3] Pteridophyta 3 11,000 embryos and cavalinhas [] plants with cicas seeds Cycadophyta 160 [12] Ginkgophyta ginkgo 1 [13] Pinophyta coniferous 630 [3] Gnetophyta gnetófitas 70 [3] Magnoliophyta plants with flower 258,650 [14]